Notícias

Ver notícia

O Pantanal não é um “lugar distante” desconectado do cotidiano urbano. Ele é o destino ecológico de uma rede de rios e córregos que começam nas cidades.

Já parou para pensar quantos litros de esgoto deixam de chegar ao Pantanal todos os dias quando uma cidade coleta e trata corretamente seus efluentes? A resposta não é apenas um número, é uma medida concreta de proteção direta à maior planície alagável do mundo e às espécies que a tornam um símbolo global de biodiversidade, como a onça-pintada, o jacaré-do-pantanal e a ariranha.

A fauna do Pantanal depende dos pulsos de inundação, o equilíbrio entre cheias e secas nas vazantes, e da boa qualidade da água, explica o professor Fabio Martins Ayres, especialista em gestão integrada do saneamento e coordenador do Mestrado Profissional em Rede Nacional de Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua) da UEMS.

 “Quando o esgoto é lançado sem tratamento, aumenta a carga orgânica e a contaminação microbiológica nos cursos d’água e desencadeia processos de degradação ambiental que comprometem a integridade ecológica dos sistemas aquáticos, isto é, a capacidade de rios, corixos, vazantes e áreas úmidas manterem seus ciclos naturais, sua biodiversidade e seus serviços ecossistêmicos”, afirma o professor.

Esses efeitos não se restringem às áreas urbanas: eles seguem rio abaixo e podem afetar habitats e espécies em diferentes trechos da bacia. Por isso, o tratamento de esgoto é uma ação urbana decisiva para a proteção da biodiversidade pantaneira.

“Tratar o esgoto significa interromper esse caminho de contaminação ainda na origem, reduzindo pressões sobre o Pantanal e sobre a Bacia do Alto Paraguai (BAP), além de áreas a jusante conectadas a outros sistemas hidrográficos, como a bacia do Rio Paraná. Em outras palavras, o saneamento é uma infraestrutura urbana que ‘segura’ o problema antes que ele se converta em impacto difuso na paisagem pantaneira”, conclui.

Controle rigoroso para devolver água com segurança à natureza

Com milhares de análises realizadas todos os anos e o acompanhamento contínuo de indicadores, a MS Pantanal assegura que o esgoto tratado em suas unidades seja devolvido ao meio ambiente de forma segura e dentro dos padrões exigidos pela legislação. Esse controle não é detalhe burocrático: é a diferença entre devolver ao rio um efluente que mantém a vida aquática e devolver um passivo ambiental.

É aqui que os números técnicos fazem diferença na vida real. Não basta ter uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE): o que importa é o quanto ela consegue reduzir a poluição antes de devolver a água ao rio. É isso que indicadores como DBO e DQO medem, em resumo, a “força” da carga orgânica do esgoto. Quando esses índices caem, o resultado é direto: menos sujeira nos rios, mais oxigênio na água e mais condições para a vida aquática se manter saudável.

A analista de tratamento da MS Pantanal, Isadora Brandão, destaca que a renovação da acreditação do INMETRO ao Laboratório de Controle de Qualidade reforça esse compromisso com um saneamento de qualidade, garantindo análises precisas e seguras voltadas à proteção dos recursos hídricos e à saúde da população.

“O volume de esgoto tratado chega a 33,6 milhões de m³ por ano, o equivalente a cerca de 13,4 mil piscinas olímpicas. Na prática, é esse volume que deixa de ir para os rios sem tratamento, ajudando a proteger a água e o Pantanal.”

Além de cumprir exigências legais, a MS Pantanal investe continuamente em tecnologia e inovação para ampliar a eficiência das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Esse aprimoramento é essencial para reduzir riscos de contaminação, proteger a qualidade da água e, por consequência, sustentar a biodiversidade.

“Ao tratarmos o esgoto corretamente, evitamos a poluição dos rios, reduzimos a presença de microrganismos que causam doenças e garantimos que a água devolvida à natureza esteja em condições seguras. Nosso trabalho é limpar e devolver ao meio ambiente a água que foi utilizada pela população e passou a receber o nome de esgoto, protegendo a saúde das pessoas e preservando o meio ambiente”, resume Isadora.

Um avanço que também é ambiental

Hoje, 75% do Mato Grosso do Sul já conta com rede coletora de esgoto por meio da PPP MS Pantanal, parceria entre a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal (grupo Aegea Saneamento). O avanço se consolidou nos últimos quatro anos: no levantamento de julho de 2025, a cobertura chegou a 75%, com previsão de alcançar 90% até 2028.

Entre 2021 e 2026, foram implantados 680 km de rede coletora de esgoto. Para 2026, a previsão é adicionar mais 480 km, ampliando o alcance do serviço nos municípios atendidos. Para sustentar esse crescimento, a infraestrutura também avançou: hoje, Mato Grosso do Sul conta, 71 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e 229 Estações Elevatórias (EEEs).

A capacidade instalada é de 7.951 m³ por hora, o equivalente a 190 mil m³ por dia, cerca de 76 piscinas olímpicas de esgoto tratado diariamente. A expansão continua: estão previstas a construção de 7 novas ETEs e 49 novas EEEs, o que deve acrescentar 93 L/s à capacidade de tratamento do estado.

“Além de proteger a saúde pública, o saneamento tem um efeito ambiental imediato: quanto maior a cobertura e a eficiência do tratamento, menor a carga de poluentes que chega aos rios que conectam as cidades às áreas úmidas. No fim, tratar o esgoto é aliviar a pressão sobre a água, o solo e os habitats, ajudando a manter o equilíbrio que sustenta a fauna pantaneira”, finaliza Ayres.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação nacional presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros, de norte a sul do país. No interior de Mato Grosso do Sul, a Ambiental MS Pantanal é responsável pela operação dos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, no âmbito de uma Parceria Público-Privada (PPP) firmada com o Governo do Estado e a Sanesul. Na capital, Campo Grande, a operação ocorre por meio da Águas Guariroba, que atua sob concessão plena, abrangendo os serviços de abastecimento de água, além de coleta e tratamento de esgoto.

Compartilhar:

Veja Também

Responsabilidade Social Saiba mais
Responsabilidade Social

A atuação social e ambientalmente responsável faz parte da nossa história e do nosso propósito.

Iniciativa de colaborador da MS Pantanal otimiza serviços em Japorã Saiba mais
Iniciativa de colaborador da MS Pantanal otimiza serviços em Japorã

Trabalhador adaptou sistema que evita obstruções na rede de esgoto do município “Uma ação simples que gera resultado” é assim que o opera...

Contato Saiba mais
Contato

A Ambiental MS Pantanal oferece um canal de comunicação eficiente. Entre em contato conosco.

Politica de Inv. Social Privado Saiba mais
Politica de Inv. Social Privado

Uma concessão é muito mais que um acordo com o poder público, é um compromisso com o lugar e com sua gente.