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A Ambiental MS Pantanal (AMSP) – empresa de saneamento criada a partir da Parceria Público-Privada (PPP) entre a Sanesul e o Grupo Aegea – anunciou, neste fim de semana, a doação de mil mudas de espécies do cerrado e do Pantanal para o projeto de reflorestamento da Área de Preservação Ambiental (APA) da Baía Negra, em Ladário (MS).

No Dia do Meio Ambiente, celebrado no último sábado (5), ribeirinhos do Rio Paraguai que tiveram territórios destruídos pelas queimadas recordes do ano passado fizeram o plantio simbólico das primeiras mudas de espécies frutíferas (baru, pitanga e jenipapo), além de tipos nativos de ipês.

A ação foi realizada em parceria com as ONGs Comitiva Esperança e Ecoa, de forma controlada, sem causar aglomerações, e as demais mudas serão plantadas no período das chuvas.

Por conta das queimadas do ano passado, o sustento da população que vive às margens do Rio Paraguai foi duramente afetado, uma vez que florestas inteiras foram atingidas. Estima-se que os incêndios tenham causado o maior prejuízo ambiental já registrado no Pantanal, de acordo com João Mazini, coordenador da Comitiva Esperança. “O fogo levou embora hortas e pomares deixando os moradores em situação de insegurança alimentar”, alerta.

Vale lembrar que plantas frutíferas que davam sustento aos ribeirinhos e aos animais que ali viviam ainda não se recuperaram. Além disso, o baixo nível do Rio Paraguai está prejudicando a pesca, de acordo com moradores locais.

“Queimaram meus pés de limão, que já estavam dando fruta; o mandiocal; as ramas que eu tinha para plantar de novo”, lamenta dona Zilda, que vive na região há pelo menos 20 anos. No quintal da vizinha dona Branca, que por pouco não teve que deixar sua casa por causa das chamas, aconteceu o mesmo: “O fogo levou os pés de caju, jabuticaba e a banana da terra”.

“O objetivo da ação é ressaltar a importância do reflorestamento das áreas devastadas e também lembrar que para ter esperança num futuro mais verde, é preciso antes semear”, explicou Mazini.

A APA Baía Negra é uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável e foi criada com o intuito de unir a proteção ao meio ambiente à sobrevivência da população tradicional da área. Esta foi a primeira APA criada na região.

“Não vemos a hora de reflorestar; principalmente as plantas nativas que o fogo levou… Queimou tudo”, disse Dona Júlia, que também construiu sua vida na APA. “Mas, neste momento, a esperança é muito grande para nós”, pondera.

O sábado também marcou o primeiro mês de operação plena da MS Pantanal, que veio para acelerar os investimentos no setor de saneamento com a missão de universalizar o esgotamento sanitário, ao lado da Sanesul, na próxima década.

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