Postado por maria.espindola em 10/set/2026 -
Nos municípios onde o Cerrado predomina, infraestrutura de esgoto e produção de mudas nativas conectam saneamento, restauração ambiental e proteção dos recursos hídricos
Antes de chegar aos rios, a água percorre caminhos que nem sempre são visíveis. Infiltra-se no solo, alimenta nascentes, atravessa cidades e conecta diferentes paisagens. No Cerrado, essa relação ganha uma dimensão especial e ajuda a mostrar como ações aparentemente distantes podem fazer parte de um mesmo ciclo de cuidado.
De um lado, está a infraestrutura responsável por coletar, transportar e tratar o esgoto produzido nas cidades. De outro, a coleta de sementes e a produção de mudas nativas destinadas à recuperação de áreas degradadas. Em Mato Grosso do Sul, essas duas frentes se encontram em um ponto essencial: a proteção da água e dos ambientes que ajudam a mantê-la.
No Dia Nacional do Cerrado, celebrado em 11 de setembro, a Ambiental MS Pantanal chama atenção para a conexão entre saneamento, território e conservação ambiental. Dos 68 municípios atendidos pela empresa no interior de Mato Grosso do Sul, 41 têm o Cerrado como bioma predominante, conforme o Mapa de Biomas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nesses municípios, cerca de 106,7 mil pessoas são atendidas por uma infraestrutura de esgotamento sanitário que reúne 38.111 ligações domiciliares e mais de 626 quilômetros de redes coletoras, além de Elevatórias de Esgoto (EEEs) e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), responsáveis pelo transporte e tratamento do esgoto antes de sua devolução ao meio ambiente.
Saneamento que ajuda a proteger as águas
Dos cerca de 104 milhões de litros de esgoto tratados diariamente pela Ambiental MS Pantanal no interior de Mato Grosso do Sul, aproximadamente 85,9 milhões de litros por dia passam pelos sistemas instalados nos 41 municípios onde o Cerrado é predominante.

Ao impedir que o esgoto sem tratamento chegue ao ambiente, essa infraestrutura contribui para reduzir a carga de poluentes lançada sobre córregos, rios e outros corpos hídricos.
Em Chapadão do Sul, por exemplo, já foram implantados mais de 13,5 quilômetros de rede coletora de esgoto e executadas 650 ligações domiciliares.
Em Sonora, a transformação é ainda mais significativa. O município partiu de uma realidade de 0% de cobertura de esgotamento sanitário e já conta com 64,7 quilômetros de rede e 4.885 ligações. Com a conclusão das estruturas previstas, a projeção é alcançar 98% de cobertura.
“Quando coletamos e tratamos o esgoto antes que ele retorne ao ambiente, estamos protegendo não apenas aquela cidade, mas um sistema hídrico que atravessa todo o território”, afirma Gabriel Buim, diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal.
Da semente nasce outra forma de cuidado
Enquanto o saneamento atua nas cidades, outra frente de cuidado começa com algo muito menor: uma semente.
Coletadas na natureza e levadas ao Viveiro Isaac de Oliveira, sementes de espécies nativas se transformam em mudas que posteriormente retornam ao território para contribuir com ações de recuperação ambiental em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.
A relação com a água também está presente nesse processo. Se o tratamento de esgoto ajuda a preservar sua qualidade, a recuperação da vegetação contribui para conservar o solo, favorecer a infiltração da água e proteger áreas associadas a rios, córregos e nascentes.
Mantido desde 2021 pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, o Viveiro Isaac de Oliveira tem capacidade para produzir cerca de 90 mil mudas por ano e já soma mais de 670 mil mudas produzidas e doadas. Entre as espécies nativas do Cerrado cultivadas no espaço estão ipê-roxo, jenipapo, jacarandá, angico-preto e pau-formiga.
Há 16 anos trabalhando no viveiro, Nereu Rios acompanha esse ciclo de perto, desde a coleta das sementes até o retorno das mudas ao território.
“Ver as áreas que a gente ajudou a reflorestar florescendo a partir dessas mudas é gratificante”, conta.
Para ele, a relação entre vegetação e recursos hídricos pode ser resumida de forma simples: “Se não tiver árvores, não tem água.”
Quando as mudas voltam ao território
Parte das mudas produzidas no Viveiro Isaac de Oliveira é destinada a iniciativas de recuperação ambiental. Entre os parceiros está o Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), que atua há mais de duas décadas na conservação de rios, solos, vegetação nativa e biodiversidade.![]()
As mudas são utilizadas principalmente na recuperação de áreas degradadas, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APPs) e matas ciliares. Nesses ambientes, a recomposição da vegetação auxilia na proteção do solo, na redução de processos erosivos e na conservação dos cursos d’água.
“O apoio da Ambiental MS Pantanal fortalece nossas ações, que geram impacto ambiental e social na região”, afirma Joari Vieira Ximenes, responsável técnico do IASB e agente de defesa ambiental.
Segundo ele, cada espécie desempenha uma função no processo de restauração, seja contribuindo para a proteção do solo, atraindo fauna ou favorecendo a recomposição da vegetação ao longo do tempo.
Conforme o planejamento dos projetos, essas ações podem alcançar municípios como Aquidauana, Bonito, Bodoquena, Campo Grande, Corumbá e Jardim.![]()
Um território conectado pela água
Nos mapas, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica aparecem delimitados como diferentes biomas. Na dinâmica da natureza, entretanto, a água ajuda a conectar esses territórios. Rios, nascentes, solos, vegetação e bacias hidrográficas fazem com que os efeitos das ações ambientais ultrapassem limites municipais e paisagens.
É nesse ciclo que saneamento e restauração ambiental se encontram. De um lado, o tratamento do esgoto contribui para proteger a qualidade da água depois de seu uso pela população. De outro, a recuperação da vegetação ajuda a conservar o solo e os ambientes onde a água infiltra, circula e sustenta a biodiversidade.
No Cerrado, proteger a água começa muito antes de ela chegar à torneira e continua muito depois de seu uso. Da semente ao saneamento, cada etapa faz parte de um mesmo cuidado com o território.
Sobre a Ambiental MS Pantanal
A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.
Postado por maria.espindola em 21/ago/2026 -
Há 16 anos no Viveiro Isaac de Oliveira, Nereu Rios transforma sementes nativas do Cerrado em mudas destinadas à recuperação ambiental
Nereu Rios construiu sua trajetória profissional transformando sementes em novas possibilidades de recuperação ambiental. Parte dessa história é vivida no Viveiro Isaac de Oliveira, onde atua há 16 anos em uma iniciativa mantida pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, voltada à produção de mudas nativas, à proteção dos recursos hídricos e à recuperação de áreas degradadas em Mato Grosso do Sul.
Todos os anos, esse trabalho começa muito antes de a muda chegar ao campo. Em expedições que podem percorrer cerca de 7 mil quilômetros pelo Brasil, Nereu e sua equipe coletam sementes de espécies nativas que, meses depois, retornam ao território na forma de novas árvores. “Eu digo que plantar árvores é estar agraciado com a natureza”, resume o viveirista.
Parte desse trabalho começa longe do viveiro. O percurso parte de Campo Grande e passa por Goiás, incluindo a região da Chapada dos Veadeiros, além de Tocantins, Bahia e Minas Gerais. No retorno, a equipe cruza Mato Grosso e continua a coleta em Mato Grosso do Sul, passando por áreas como Bonito, Serra da Bodoquena, Miranda e Corumbá.
“Quando chegamos de volta a Mato Grosso do Sul, continuamos a expedição em diferentes regiões do Estado. É um trabalho que começa no Cerrado e chega até áreas de transição com o Pantanal”, explica Nereu.
Da semente à muda
Depois da expedição, começa outro ciclo. As sementes coletadas retornam ao Viveiro Isaac de Oliveira, onde passam pelos processos de seleção, germinação e desenvolvimento até se transformarem em mudas. Em cerca de um ano, muitas delas já estão prontas para deixar o viveiro e seguir para ações de recuperação ambiental em diferentes regiões do Estado.
Para Nereu, acompanhar esse processo também significa perceber, ano após ano, as mudanças na paisagem e as pressões sobre a vegetação nativa. “Nós, enquanto pesquisadores e coletores de sementes, temos visto muito isso. A cada ano, encontramos locais onde passamos coletando e que depois foram atingidos pelo fogo”, relata.
Segundo o viveirista, o período de queimadas muitas vezes coincide com a época de produção de sementes de diversas espécies. Quando o fogo alcança essas áreas, o impacto não se restringe às árvores: compromete também sementes e a capacidade de regeneração natural da vegetação.
Como parte das expedições, a equipe leva entre 120 e 150 mudas, que são plantadas ao longo do percurso como forma de devolver ao território parte do trabalho realizado durante a coleta. “Vamos plantando pelo caminho e contribuindo para a recuperação dos locais por onde passamos”, conta.
Do Cerrado ao Pantanal
Dezesseis dos 40 anos de profissão de Nereu estão ligados ao Viveiro Isaac de Oliveira. Criado em 2010 pela Águas Guariroba, o espaço nasceu com o objetivo de apoiar ações de recuperação ambiental, especialmente em áreas relacionadas às bacias dos córregos Guariroba e Lageado, responsáveis pelo abastecimento de Campo Grande.
Desde 2021, o viveiro passou a ser mantido conjuntamente pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, ampliando a destinação de mudas também para municípios do interior de Mato Grosso do Sul.
Hoje, as espécies produzidas apoiam ações de recuperação de matas ciliares, áreas degradadas e ambientes associados ao Cerrado e ao Pantanal.
Nereu estima que o Viveiro Isaac de Oliveira já tenha produzido mais de 800 mil mudas. A capacidade de produção também vem crescendo: passou de cerca de 60 mil mudas por ano para 80 mil em 2025 e, em 2026, já se aproxima de 90 mil mudas anuais.
O espaço ocupa uma área de aproximadamente 14 hectares e, além da produção de mudas, tornou-se também um ambiente arborizado, com presença de frutos e de espécies da fauna local, como araras, tucanos e outras aves.
“Ver as áreas que a gente ajudou a reflorestar florescendo a partir dessas mudas é gratificante. Isso acontece desde as margens do Lageado e do Guariroba até áreas em Bonito e Miranda”, afirma.
Conhecimento que também se multiplica
Ao longo de quatro décadas de profissão, Nereu estima ter participado da produção de mais de 2 milhões de árvores nativas. Mas, para ele, o legado vai além da quantidade de mudas produzidas. O Viveiro Isaac de Oliveira também se tornou espaço de formação e troca de conhecimento.
Ao longo dos anos, profissionais que chegaram ao local para outras atividades aprenderam técnicas de produção, manejo e cuidado com espécies nativas e, posteriormente, passaram a atuar em outros viveiros.
“Tem pessoas que trabalharam aqui, aprenderam a cuidar de árvores e hoje estão em outros viveiros. Nós precisamos ter no Estado pessoas dedicadas a isso, que gostem de fazer esse trabalho. Temos um Brasil inteiro para recuperar”, ressalta.
Para Nereu, produzir mudas, recuperar áreas e formar novos viveiristas fazem parte de um mesmo compromisso com o futuro.
“Quando eu estou no interior, vejo que as mudas do Viveiro Isaac de Oliveira são conhecidas. A gente sabe que elas saíram daqui”, conta.
“Se não tiver árvores, não tem água.” A frase de Nereu sintetiza uma conexão que também atravessa o trabalho da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal. De um lado, o saneamento contribui para a proteção da qualidade da água; de outro, a produção e o plantio de mudas ajudam a conservar e recuperar áreas naturais importantes para a proteção dos recursos hídricos. Um ciclo de cuidado que conecta saneamento, água, biodiversidade e futuro.
Postado por maria.espindola em 14/ago/2026 -
No Dia de Combate à Poluição, expansão do saneamento reforça papel da coleta e do tratamento de esgoto na proteção dos recursos hídricos
Todos os dias, cerca de 104 milhões de litros de esgoto são tratados pela Ambiental MS Pantanal em Mato Grosso do Sul. O volume ajuda a dimensionar o papel do saneamento na redução da carga poluidora e na proteção dos recursos hídricos. Antes de retornar ao meio ambiente, os efluentes coletados passam por diferentes etapas de tratamento nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).
Para que esse esgoto chegue às unidades de tratamento, a infraestrutura também precisa avançar. Desde janeiro, a Ambiental MS Pantanal implantou mais de 230 quilômetros de rede coletora, ampliando o acesso da população à coleta e ao tratamento adequado dos efluentes.
O Dia de Combate à Poluição, celebrado em 14 de agosto, também chama atenção para o papel do saneamento na prevenção da poluição hídrica. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 104 milhões de litros de esgoto são tratados diariamente pela Ambiental MS Pantanal antes do retorno dos efluentes ao meio ambiente.
Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, o avanço do saneamento está diretamente relacionado à preservação ambiental e à qualidade de vida da população.
“Mato Grosso do Sul possui uma grande diversidade ambiental e abriga três importantes biomas brasileiros. Ampliar o saneamento vai além da infraestrutura urbana: significa investir em saúde, qualidade de vida e na conservação dos recursos naturais”, destaca.
O território sul-mato-grossense reúne áreas de Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, biomas com características ecológicas distintas e fortemente relacionados à disponibilidade e à qualidade da água. Nesse contexto, a coleta e o tratamento adequado do esgoto contribuem para reduzir pressões sobre rios, córregos e outros corpos hídricos.
Saneamento e preservação
Bonito é um dos exemplos da relação entre saneamento, conservação ambiental e desenvolvimento econômico. Conhecido nacionalmente pelo turismo de natureza e pelas águas cristalinas, o município possui 98% de cobertura de esgotamento sanitário.
Para Valdemir Martins, sócio-fundador e atual diretor do Instituto das da Serra da Bodoquena (IASB) e guia de turismo em Bonito, o saneamento é uma das estruturas fundamentais para a preservação dos recursos hídricos do município.
“Nossos rios precisam ficar vivos para sempre. O saneamento e o tratamento desses efluentes são muito importantes”, afirma.
O esgoto coletado em Bonito é encaminhado para tratamento e, após passar pelos processos necessários, o efluente tratado segue pelo novo emissário até o Córrego Mutum, localizado a cerca de 20 quilômetros da zona turística.
Segundo Clayton, a estrutura amplia a segurança operacional do sistema e contribui para a proteção dos recursos hídricos em uma região onde a conservação ambiental está diretamente relacionada à qualidade de vida e à atividade turística.
Expansão do saneamento
A Ambiental MS Pantanal atua nos serviços de esgotamento sanitário em 68 municípios do interior de Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, a ampliação da infraestrutura tem levado novas redes coletoras, ligações domiciliares e estruturas de tratamento a diferentes regiões do Estado.
A companhia integra a Aegea, grupo que também atua em Mato Grosso do Sul por meio da Águas Guariroba, responsável pelos serviços de água e esgoto em Campo Grande.
Postado por maria.espindola em 15/abr/2026 -
Do resíduo ao insumo: economia circular impulsiona produção no campo sul-mato-grossense
O que antes era tratado como resíduo agora ganha um novo valor no campo. O FertBio-MS nasce como uma solução sustentável que promove a reutilização de recursos e fortalece a agricultura familiar de Mato Grosso do Sul, articulando saneamento, produção e desenvolvimento territorial.
Considerada pioneira no Brasil, a iniciativa é resultado da parceria entre a Ambiental MS Pantanal (Parceria Público-Privada entre Aegea e Sanesul), a empresa Organics e a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), com apoio do Governo do Estado.
Desde o lançamento do projeto em junho de 2024, foram geradas 1.257 toneladas de fertilizante orgânico. Desse total, 20% são distribuídos gratuitamente a comunidades rurais em situação de vulnerabilidade, como assentamentos, quilombos e aldeias indígenas.

Mais do que dar nova destinação ao resíduo, o FertBio-MS vem gerando efeitos concretos na produção agrícola familiar. Segundo estimativas da Agraer, o uso do produto reduziu significativamente os custos de produção. O cultivo de um pé de alface, por exemplo, passou de R$ 0,89 para menos de R$ 0,50, enquanto o valor de venda pode chegar a até R$ 5,00, especialmente em produções com maior rigor e acompanhamento técnico.
Os resultados também já são percebidos nas comunidades atendidas. No quilombo Chácara Buritis, onde vivem cerca de 80 famílias, a produção de hortaliças mais que dobrou em alguns canteiros. As entregas do biofertilizantes são distribuídas diretamente aos agricultores por meio da Agraer, alcançando aldeias indígenas, grupos de mulheres agricultoras, viveiros de mudas e cooperativas.
O produto é resultado da combinação entre o lodo gerado nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e o esterco bovino proveniente do gado criado em confinamento, seguindo princípios da economia circular.
Para o gerente de Meio Ambiente da concessionária Fernando Garayo, recuperar e regenerar resíduos é um dos pilares desse modelo. “A reutilização de biossólidos na agricultura fornece nutrientes essenciais ao crescimento das culturas e contribui para o aumento do teor de matéria orgânica e da capacidade de retenção de água no solo”, explica.
Rico em nutrientes e em potencial transformador, o FertBio-MS já apresenta resultados concretos no estado. A pequena produtora Eliane dos Santos, do Assentamento Estrela, em Jaraguari, município do interior do Estado, a 44 km da capital, relata ganhos expressivos após a primeira aplicação. Atuando na pecuária leiteira, ela observa melhora significativa na qualidade do pasto, com reflexos diretos na produtividade e na redução de custos. “A evolução do capim trouxe economia e aumento no desempenho do gado”, afirma.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Agraer, Arioval Diogo, o principal impacto está na redução de custos para o pequeno produtor. “O biofertilizante melhora a saúde do solo e promove um crescimento mais vigoroso das plantas, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável. A diferença é visível tanto no campo e quanto na renda.”
Para o diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal, Gabriel Buim, o FertBio-MS representa a integração entre saneamento e desenvolvimento regional. “Destinamos cerca de 10 toneladas para cada entidade. O biofertilizante chega a assentamentos, aldeias indígenas, viveiros de mudas e outros projetos, alcançando pequenos produtores, mulheres agricultoras e comunidades tradicionais, que são expressões vivas do nosso território”, destaca.
Postado por paintbox em 23/dez/2025 -
Recuperação ambiental e ação climática orientam a atuação sustentável da Ambiental MS Pantanal em MS.
Com capacidade para produzir até 80 mil mudas por ano, o Viveiro Isaac de Oliveira é um dos principais símbolos do compromisso da Ambiental MS Pantanal desde 2011. Iniciativa se tornou uma das mais relevantes da Aegea em Mato Grosso do Sul.
Com foco prioritário espécies nativas do bioma Cerrado, considerado um dos mais ameaçados do país, o viveiro tem a produção é destinada tanto a ações próprias da concessionária quanto ao apoio a projetos de reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e compensação ambiental em municípios atendidos pela Ambiental MS Pantanal.
Segundo o analista ambiental da concessionária, Carlos Leal, somente em 2025, cerca de 20 mil mudas foram doadas a municípios do interior de Mato Grosso do Sul.
“Essas doações fortalecem iniciativas locais de recuperação ambiental e contribuem diretamente para a ampliação da cobertura vegetal em áreas urbanas e rurais, com impactos positivos na regulação climática, na conservação do solo e na proteção dos recursos hídricos”, destaca.
Além dos ganhos ecológicos diretos, a iniciativa tem papel estratégico na neutralização de emissões de carbono, na educação ambiental e no engajamento das comunidades locais, estimulando a participação da população em ações de plantio e cuidado com os recursos naturais.
De forma integrada, a Ambiental MS Pantanal atua na recuperação de matas ciliares, na preservação de Áreas de Proteção Ambiental e na arborização urbana, apoiando municípios do interior do estado e promovendo benefícios ambientais duradouros, como o aumento da resiliência dos ecossistemas e a melhoria da qualidade de vida da população.
Nesse contexto, as ações desenvolvidas pelo viveiro já contribuíram para evitar a emissão de cerca de 128 mil toneladas de CO₂, reforçando o reflorestamento como uma solução baseada na natureza fundamental para o enfrentamento das mudanças climáticas.

Transição energética amplia uso de fontes renováveis na MS Pantanal
A Ambiental MS Pantanal, avançou de forma consistente na transição da matriz energética de suas operações no estado, ampliando o uso de fontes renováveis e reduzindo progressivamente a dependência do mercado cativo de energia elétrica.
Desde 2024, todas as unidades operacionais da concessionária no estado passaram a ser abastecidas por energia proveniente de parques eólicos localizados na Bahia e por uma fazenda solar instalada em Cassilândia (MS), consolidando um modelo mais sustentável de suprimento energético.
Atualmente, 68,7% da energia consumida pela Ambiental MS Pantanal já é oriunda de fontes renováveis. Desse total, 34,3% correspondem à energia eólica adquirida por meio do mercado livre e de autoprodução, enquanto 34,4% são provenientes da geração distribuída fotovoltaica, resultado de investimentos em soluções energéticas descentralizadas e de menor impacto ambiental.
Segundo Lucas de Matos Souza, analista de eficiência energética da Ambiental MS Pantanal, a tendência é de ampliação desse percentual nos próximos meses.
“A previsão é que, a partir de novembro de 2025, 77,5% de toda a energia utilizada nas operações seja proveniente de fontes renováveis, restando apenas 22,5% do consumo vinculado ao mercado cativo. Essa mudança representa uma redução significativa das emissões associadas ao consumo de energia elétrica, um dos principais vetores de impacto ambiental no setor de saneamento”, explica.
A transição energética integra a estratégia de sustentabilidade da MS Pantanal e da Aegea, reforçando o compromisso com a descarbonização, a eficiência energética e o uso de uma matriz elétrica mais limpa e resiliente em Mato Grosso do Sul.

Ambiental MS Pantanal avança na gestão sustentável do lodo em MS
A Ambiental MS Pantanal tem ampliado os investimentos em soluções sustentáveis para a gestão do lodo gerado nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) dos 68 municípios atendidos pela Parceria Público-Privada (PPP) firmada com a Sanesul. A iniciativa reforça o papel do saneamento básico na mitigação das mudanças climáticas, ao reduzir emissões de carbono e transformar resíduos operacionais em insumos de valor ambiental e econômico.
A estratégia está alinhada ao compromisso da concessionária com a neutralização de carbono até 2030, às diretrizes da economia circular e às boas práticas ESG.
Segundo Fernando Garayo, gerente de Meio Ambiente da MS Pantanal, o setor de saneamento contribui para a descarbonização a partir da redução direta das emissões, do uso de energia renovável e da valorização do lodo como recurso.
“A transformação do lodo em biofertilizante evita o descarte em aterros e reduz a dependência de fertilizantes minerais, insumos com alto impacto ambiental”, explica.
A aplicação dessa estratégia já ocorre em diversas unidades operacionais. De acordo com Isadora Godoy Brandão, analista de operações da MS Pantanal, o lodo gerado nas ETEs passou a ser reaproveitado de forma ambientalmente adequada e tecnicamente segura.
“Cerca de 93% do lodo produzido na ETE de Bonito é destinado ao reaproveitamento pela Organics, parceira da concessionária. Além de Bonito, as ETEs de Ponta Porã e de outros 12 municípios também contribuem com a produção de lodo para a fabricação de biofertilizantes”, destaca.
O projeto, denominado FertBio-MS, foi oficialmente lançado em junho de 2024, na unidade da Organics Biofertilizantes, em Terenos (MS), após dois anos de estudos e testes técnicos. O processo consiste na compostagem do lodo desidratado, associado a esterco bovino e outros resíduos orgânicos, resultando na produção de adubo orgânico classe B, aprovado pelo Imasul. Desde o início da iniciativa, mais de 700 toneladas de lodo já foram destinadas ao reaproveitamento agrícola.
Os benefícios da iniciativa se estendem ao campo. Em parceria com a SEAF/SEMADESC e a Organics, a MS Pantanal já distribuiu gratuitamente mais de 260 toneladas de biofertilizante a assentamentos, comunidades quilombolas e instituições de Mato Grosso do Sul, fortalecendo a agricultura familiar, a inclusão produtiva e a economia circular.
A ação é formalizada por meio de Termo de Doação assinado em junho de 2024, com validade de dois anos, consolidando o saneamento como vetor de sustentabilidade, inovação e desenvolvimento socioambiental no estado.

Ações sociais consolidam o compromisso com sustentabilidade e comunidades no estado
Ao longo de 2025, a Ambiental MS Pantanal ampliou sua atuação social em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, promovendo ações voltadas à educação ambiental, à saúde pública e ao fortalecimento do vínculo com as comunidades atendidas pela concessão. As iniciativas alcançaram municípios estratégicos e públicos diversos, consolidando o saneamento como um importante vetor de transformação social e ambiental.
Entre os meses de março e outubro, a concessionária esteve presente em cidades como Campo Grande, Corumbá, Ponta Porã, Bonito e Chapadão do Sul, com atividades realizadas em escolas, centros de convenções e grandes eventos públicos. As ações envolveram desde atividades educativas e de sensibilização ambiental até capacitações técnicas e apoio a campanhas de sustentabilidade, alcançando centenas de pessoas diretamente e milhares de forma indireta.
De acordo com Jaciela Leguiça, analista de Responsabilidade Social da Ambiental MS Pantanal, iniciativas como o Drive Thru da Reciclagem, realizado em Campo Grande e Rochedinho, as ações educativas em escolas municipais e estaduais e a participação em eventos de grande porte ampliaram significativamente o alcance das mensagens de sustentabilidade.
“Em Chapadão do Sul, por exemplo, um dos eventos contou com cerca de 2 mil visitantes, enquanto, em Bonito, a distribuição de 5 mil copos reutilizáveis reforçou a importância da redução de resíduos e do consumo consciente em um dos principais destinos turísticos do estado”, destaca.
As ações também contemplaram a capacitação de agentes comunitários de saúde, em Ponta Porã, fortalecendo a interface entre saneamento, saúde pública e qualidade de vida. Já em Corumbá, a atuação junto à população em geral integrou eventos culturais e ambientais, ampliando o alcance das mensagens de preservação dos recursos naturais.
Para Jaciela, a integração entre educação ambiental, engajamento social e parcerias institucionais é central para a estratégia da concessionária.
“Ao integrar educação ambiental, engajamento social e parcerias institucionais, a Ambiental MS Pantanal reafirma, em 2025, seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e a construção de uma relação permanente de diálogo com as comunidades dos 68 municípios atendidos pela Parceria Público-Privada com a Sanesul”, conclui.
Exposição itinerante “Olho D’Água” percorre MS e atende 13 mil pessoas
A exposição itinerante “Olho D’Água – Artes Líquidas e Águas Visuais” encerra 2025 com resultados expressivos em Mato Grosso do Sul, alcançando mais de 13 mil pessoas em 16 municípios do estado. Do total de público atendido, 9.445 estudantes da rede de ensino e 3.770 pessoas do público em geral participaram das atividades, que combinam arte, tecnologia e educação ambiental.
A iniciativa passou por cidades como Jardim, Nioaque, Porto Murtinho, Bonito, Caracol, Maracaju, Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul, Dourados, Amambai, Caarapó, Naviraí, Fátima do Sul, Deodápolis, Ivinhema e Laguna Carapã, ampliando o acesso a conteúdo educativos sobre o ciclo da água em diferentes regiões do estado.
Criada em 2022, a exposição propõe uma experiência imersiva e interativa, que convida o público a compreender o ciclo da água por meio de instalações artísticas, óculos de realidade virtual e uma mostra de cinema ambiental. Desde o lançamento, o projeto já circulou por 12 estados brasileiros, consolidando-se como uma referência nacional em educação ambiental itinerante.
Em agosto de 2025, o projeto iniciou sua primeira edição em Mato Grosso do Sul, marcando também a estreia do novo tech truck, ampliando para dois os veículos que percorrem simultaneamente o país. A passagem pelo estado foi avaliada de forma positiva por secretarias municipais, educadores, estudantes e famílias, que destacaram a abordagem lúdica e acessível dos conteúdos apresentados.
A equipe responsável pela circulação é formada por profissionais sul-mato-grossenses com experiência na temática ambiental, sob coordenação de uma produtora e monitora que atua no projeto desde sua criação. Com linguagem didática e interativa, o grupo conduz as atividades de forma acolhedora, promovendo o aprendizado sobre a água e sua importância para a vida e para o equilíbrio ambiental.
Referência no Saneamento
A Ambiental MS Pantanal faz parte da Aegea Saneamento, empresa que está presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros, atuando de norte a sul do país. Os estados em que atua são: Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo.
No interior de Mato Grosso do Sul, a Aegea está presente pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio da PPP (Parceria Público-Privada) com o Governo do Estado, a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal.
Na capital Campo Grande, a Águas Guariroba atua com concessão plena com o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.
Postado por paintbox em 21/set/2021 -
Em celebração ao Dia da Árvore, comemorado nesta terça-feira (21), um grupo de jovens do coletivo Mil pelo Planeta iniciou o plantio de mil mudas de espécies nativas nas proximidades do Rio Formosinho, em Bonito (MS), doadas pela Ambiental MS Pantanal – empresa criada a partir da Parceria Público-Privada entre a Sanesul e o Grupo Aegea.
A ação tem o intuito de alargar e dar apoio à mata ciliar que protege o leito do rio, que conta com grande potencial turístico. Estão sendo plantadas mudas de espécies como ipê roxo, rosa e amarelo; e frutíferas, como moringa, tamarindo, nêspera, baru, buriti e pitanga, no rancho Kanzeon, também parceiro da ação.
Neste ano, o grupo reuniu um time de especialistas com conhecimento agroflorestal. Além das mil mudas, estão sendo plantadas sementes crioulas que devem dar apoio ao crescimento das plantas e à integração delas com a vegetação existente.
Voluntária do coletivo, a produtora agrícola e “guardiã da floresta” Elida Aivi, natural de Bonito, conta que, para que as mudas cresçam saudáveis na região, é importante que sejam plantadas com apoio de sementes locais.
“Para colaborar com a ação eu trouxe uma mistura de sementes que eu mesmo cultivo em minha propriedade, que vão auxiliar as mudas novas a se adaptarem ao solo e crescerem saudáveis – essa mistura é conhecida ‘muvuca da natureza’”, conta.
Um exemplo de semente que auxilia o plantio é o gergelim. “Quando fazemos um plantio como este, é interessante usar o gergelim, porque ele atrai formigas que acabam comendo as sementes em vez de atacarem as mudas”, diz Elida. “Também trouxe sementes de baru, urucum, feijão-de-porco, mamona, araticum e crotalária, que corrige a acidez do solo de maneira natural e fornece cálcio e potássio para as plantas”, explica.
O coordenador da Ação, Neo Ávila, conta que “datas como o Dia da Árvore são marcantes para conscientizar a população sobre a importância de se engajar na recuperação de biomas como o cerrado, que vem sendo ameaçado pela ação predatória do homem… ainda mais em Bonito, onde o ecoturismo é tão importante para o desenvolvimento econômico sustentável da região”.
Para Neo, “ter apoio de empresas como a MS Pantanal é muito importante para que ações como esta possam, de fato, acontecer”. “Datas como o Dia da Árvore são marcantes para conscientizar a população sobre a importância de se engajar na recuperação de biomas como o cerrado, que vem sendo ameaçado pela ação predatória do homem… ainda mais em Bonito, onde o ecoturismo é tão importante para o desenvolvimento sustentável da região”, acrescenta.