PPP do Saneamento completa um ano de operação no MS; veja o que foi feito

Postado por administrador em 05/maio/2022 - Sem Comentários

Considerada uma referência para todo o país, dado seu pioneirismo, a Ambiental MS Pantanal – empresa criada a partir da Parceria Público-Privada (PPP) entre a Sanesul e o Grupo Aegea – completa, nesta quinta-feira (5), um ano de operação no Estado.

Para marcar a data, a companhia vai inaugurar oficialmente sua nova sede em Campo Grande, em frente ao Parque das Nações Indígenas. As instalações foram decoradas com obras de jovens artistas sul-mato-grossenses, que têm como inspiração elementos da fauna e flora de Mato Grosso do Sul.

Logo na recepção, os visitantes da MS Pantanal deparam-se com quadros abstratos de ipês – árvore símbolo do Cerrado sul-mato-grossense – retratados pela mão da artista Priscila Rodrigues, natural de Dourados (MS). A nova sede contará também com fotografias dos artistas André Bittar, especialista em fotografia de natureza, famoso por capturar imagens de tuiuiús e araras em cenas majestosas no Pantanal de MS, e Felipe Coutinho.

Outro artista cujas obras marcam presença na decoração da nova sede é Alan Vilar. Conhecido por utilizar suportes não convencionais para suas artes, Vilar recorre a materiais da própria natureza – como folhas secas – como “telas” para seus bordados com motivos da fauna pantaneira.

Desde maio de 2021, com o início da chamada “operação plena” da PPP, mais de 15 mil sul-mato-grossenses já foram conectados à rede coletora de esgoto. A companhia está presente nos 68 municípios onde a Sanesul já atua e tem a meta de universalizar o saneamento básico no estado, ao lado da estatal, até 2031.

Para isso, a MS Pantanal conta com um time de mais de 270 colaboradores espalhados nos quatro cantos do Estado. A empresa investiu também em uma frota de 160 veículos leves e pesados, distribuídos a todas as regiões do Estado.

No primeiro ano de operação, a MS Pantanal ligou mais de 4,7 mil moradias à rede de esgoto. No mesmo período, foram realizados 12,8 mil serviços de desobstrução, para que o esgoto possa fluir com segurança até as estações de tratamento. Além disso, foram feitos mais de 5 mil serviços preventivos na rede e 22,7 mil serviços preventivos nas estações elevatórias que fazem parte da estrutura.

Universalização. A PPP surgiu com a meta de acelerar os investimentos para que o estado atinja a universalização do saneamento básico dentro da próxima década. A assinatura do contrato entre a Sanesul se deu em 5 de fevereiro do ano passado, na esteira da vitória da Aegea em um leilão promovido em outubro de 2020, logo após a sanção do Marco Legal do Saneamento.

O evento de assinatura do contrato contou a presença do governador do estado, Reinaldo Azambuja, do presidente da Sanesul, Walter Carneiro Jr., e de outros executivos da Aegea Saneamento. À época, Azambuja disse que “o grande legado desta parceria é a possibilidade de abreviar o tempo, podendo entregar mais ao estado em um curto espaço de tempo”. “Quem olha o projeto de saneamento verá que é voltado à qualidade de vida”, afirmou.

Com o cumprimento da meta estabelecida pela PPP, mais 1,7 milhão de pessoas terão acesso ao saneamento básico ao final de 2031, posicionando o MS como o primeiro estado do país a atingir a universalização. Para isso, estima-se um investimento de cerca de R$ 1 bilhão em obras por parte da iniciativa privada.

Sustentabilidade. Em linha com os pilares de sustentabilidade do Grupo Aegea, a MS Pantanal também já realizou o plantio de mais de 5 mil mudas de espécies nativas do Cerrado e do Pantanal para recuperação de áreas desmatadas em municípios como Bonito, Miranda, Ladário e Nova Andradina.

As árvores, plantadas com a ajuda de ONGs parceiras, foram cultivadas no recém-inaugurado Viveiro Isaac de Oliveira, que a AMSP mantém em parceria com a Águas Guariroba, em Campo Grande. O viveiro tem capacidade para produzir cerca de 50 mil mudas por ano, e a empresa pretende aumentar consideravelmente a produção.

Além disso, a MS Pantanal investiu em fontes renováveis de energia para suas unidades e está em curso a obra de uma usina solar em Cassilândia que atenderá a concessionária.

A usina terá capacidade de produção de 292 MWh/mês, o que equivale a energia média consumida por cerca de 1,8 mil residências. Estima-se que a unidade comece a operar em agosto deste ano.

Novos Equipamentos. Entre as melhorias trazidas pela PPP, estão os caminhões customizados da MS Pantanal, distribuídos em vários municípios do estado. O modelo foi desenhado com o objetivo de minimizar possíveis transtornos em serviços como manutenção, troca de tubulação e ligação na rede de esgoto.

Isso será possível porque esse tipo de caminhão reúne em um só veículo equipamentos como caçamba, retroescavadeira, baús para acondicionamento de ferramentas, guindaste e engate rápido para instrumentos hidráulicos.

Desde maio, a MS Pantanal já distribuiu 14 modelos da retro saneamento em cidades como Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina, Naviraí, Aquidauana, Sidrolândia, Chapadão do Sul e Jardim.

Além disso, foram distribuídos 22 mini hidro jatos, usados na desobstrução da rede de esgoto e 6 caminhões hidro vácuo, utilizados para o mesmo fim.

Modernização. O sistema de monitoramento da rede coletora de esgoto também foi modernizado com a chegada da PPP, com a instalação de novas centrais digitais, que vieram substituir discadoras analógicas antigas e permitirão a coleta de dados operacionais mais detalhados nas estações elevatórias e de tratamento do esgoto (ETEs) do Estado.

No novo sistema, o quadro de comando de cada unidade envia dados sobre o funcionamento dos equipamentos da planta para um sistema informatizado.

A iniciativa incorpora inteligência de dados e tecnologia à gestão, permitindo a coleta e cruzamento de informações importantes e úteis para o desenvolvimento de estratégias de atuação e investimento.

Na prática, isso significa que o funcionamento de 192 estações elevatórias de esgoto (EEEs) está sendo monitorado pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da empresa, em Campo Grande, em tempo real, 24 horas por dia, todos os dias.

A AMSP ainda instalou geradores de energia em estações elevatórias de esgoto (EEEs) de Três Lagoas, que darão apoio ao funcionamento em caso de queda de energia. A instalação desses equipamentos deve trazer mais segurança e eficiência às operações, uma vez que quedas prolongadas de energia podem resultar no extravasamento de esgoto.

Infra Inteligente. Antes de assumir as operações de afastamento, coleta e tratamento de esgoto, a AMSP conduziu o programa “Infra Inteligente”, num período de três meses a fim de mapear todos os ativos repassados pela Sanesul.

No período, foram percorridas cerca de 68 estações de tratamento de esgoto (ETEs) e 200 EEEs. Para isso, a empresa lançou mão de equipamentos de última geração, como drones capazes de reproduzir modelos tridimensionais das plantas.

Hoje, o mapeamento inteligente da estrutura de esgotamento sanitário do MS possibilita monitorar a saúde dos ativos como se fosse um exame médico, tornando o planejamento de manutenção da estrutura de saneamento mais assertiva.

Referência Nacional, PPP do saneamento completa um ano de contrato no MS; veja o que foi feito

Postado por administrador em 08/fev/2022 - Sem Comentários

Considerada uma referência para todo o país, dado seu pioneirismo, a Parceria Público-Privada (PPP) entre a Sanesul e o Grupo Aegea – que deu origem à empresa Ambiental MS Pantanal (AMSP) – completou, no último sábado (5), um ano de assinatura do contrato com o governo. 

Desde maio de 2021, com o início da chamada “operação plena” da AMSP, cerca de 12,3 mil sul-mato-grossenses já foram conectados à rede coletora de esgoto. A companhia está presente nos 68 municípios onde a Sanesul já atua e suas equipes e veículos já são vistos trabalhando em todas as regiões do Estado.

De lá pra cá, os avanços foram notáveis. Apenas nos primeiros nove primeiros meses de operação, a MS Pantanal já ligou cerca de 3,75 mil moradias à rede de esgoto. Além disso, foram realizados 12,6 mil serviços de desobstrução, para que o esgoto possa fluir com segurança.  

Universalização. A PPP surgiu com a meta de acelerar os investimentos para que o estado atinja a universalização do saneamento básico dentro da próxima década. A assinatura do contrato entre a Sanesul se deu em 5 de fevereiro do ano passado, na esteira da vitória da Aegea em um leilão promovido em outubro de 2020, logo após a sanção do Marco Legal do Saneamento. 

O evento de assinatura do contrato contou a presença do governador do estado, Reinaldo Azambuja, do presidente da Sanesul, Walter Carneiro Jr., e de outros executivos da Aegea Saneamento. À época, Azambuja disse que “o grande legado desta parceria é a possibilidade de abreviar o tempo, podendo entregar mais ao estado em um curto espaço de tempo”. “Quem olha o projeto de saneamento verá que é voltado à qualidade de vida”, afirmou. 

Com o cumprimento da meta estabelecida pela PPP, mais 1,7 milhão de pessoas terão acesso ao saneamento básico ao final de 2031, posicionando o MS como o primeiro estado do país a atingir a universalização. Para isso, estima-se um investimento de cerca de R$ 1 bilhão em obras por parte da iniciativa privada. 

Novos Equipamentos. Entre as melhorias trazidas pela PPP, estão os caminhões customizados da MS Pantanal, que foram distribuídos em vários municípios do estado. O modelo foi desenhado com o objetivo de minimizar possíveis transtornos em serviços como manutenção, troca de tubulação e ligação na rede de esgoto. 

Isso será possível porque esse tipo de caminhão reúne em um só veículo equipamentos como caçamba, retroescavadeira, baús para acondicionamento de ferramentas, guindaste e engate rápido para instrumentos hidráulicos. 

Com o novo caminhão, o deslocamento de vários veículos para a realização de um só veículo não se faz mais necessário, resultando na redução de poluentes e possíveis transtornos no tráfego das cidades. Desde maio, a MS Pantanal já distribuiu 14 modelos da retro saneamento em cidades como Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina, Naviraí, Aquidauana, Sidrolândia, Chapadão do Sul e Jardim.  

Além disso, foram distribuídos 22 mini hidro jatos, usados na desobstrução da rede de esgoto e 6 caminhões hidro vácuo, utilizados para o mesmo fim. Em Corumbá, a MS Pantanal disponibilizou uma retroescavadeira com rompedor, dadas as peculiaridades do solo da região, localizada no Maciço do Urucum. O solo da região é conhecido por seus depósitos de minérios que o tornam mais difícil de ser rompido. 

Modernização. O sistema de monitoramento da rede coletora de esgoto também foi modernizado com a chegada da PPP, com a instalação de novas centrais digitais, que vieram substituir discadoras analógicas antigas e permitirão a coleta de dados operacionais mais detalhados nas estações elevatórias e de tratamento do esgoto (ETEs) do estado.

No novo sistema, o quadro de comando de cada unidade envia dados sobre o funcionamento dos equipamentos da planta para um sistema informatizado.

A iniciativa incorpora inteligência de dados e tecnologia à gestão, permitindo a coleta e cruzamento de informações importantes e úteis para o desenvolvimento de estratégias de atuação e investimento.

Na prática, isso significa que o funcionamento de 192 estações elevatórias de esgoto (EEEs) está sendo monitorado pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da empresa, em Campo Grande, em tempo real, 24 horas por dia, todos os dias.

A AMSP ainda instalou geradores de energia em estações elevatórias de esgoto (EEEs) de Três Lagoas, que darão apoio ao funcionamento em caso de queda de energia. A instalação desses equipamentos deve trazer mais segurança e eficiência às operações, uma vez que quedas prolongadas de energia podem resultar no extravasamento de esgoto.

Infra Inteligente. Antes de assumir as operações de afastamento, coleta e tratamento de esgoto, a AMSP conduziu o programa Infra Inteligente, da Aegea – maior empresa privado de saneamento do país -, num período de três meses para mapear todos os ativos repassados pela Sanesul.

No período, foram percorridas cerca de 68 estações de tratamento de esgoto (ETEs) e 200 EEEs. Para isso, a empresa lançou mão de equipamentos de última geração, como drones capazes de reproduzir modelos tridimensionais das plantas.

O diretor-sênior de projetos da Aegea, Wagner Carvalho – um dos criadores do projeto – explicou que o mapeamento inteligente da estrutura de esgotamento sanitário do MS possibilita monitorar a saúde dos ativos “como se fosse um exame médico”.

De acordo com o diretor, o Infra Inteligente viabiliza a gestão intensiva dessa estrutura. “Com isso, é possível traçar estratégias mais assertivas de investimento e manutenção do patrimônio”, disse.