Postado por maria.espindola em 09/fev/2026 - Sem Comentários
Cobertura de esgoto avança de 46% para 75% em MS com novas ETEs e ampliação da capacidade de tratamento
Mato Grosso do Sul alcançou 75,12% de cobertura de esgoto e tem a meta de chegar a 86% em 2026, por meio da Parceria Público-Privada (PPP) entre Sanesul e Ambiental MS Pantanal.
O índice consolida a evolução do serviço nos últimos anos — de 46% para 75% — e reforça a estratégia de antecipar a universalização antes de 2033, prazo previsto no Marco Legal do Saneamento.
Para o diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal, Gabriel Buim, a expansão da rede impacta diretamente a qualidade de vida.
“O saneamento é uma das políticas públicas com maior impacto social. Cada metro de rede implantada significa menos doenças, mais dignidade, preservação ambiental e valorização das cidades”, afirma.
Obras em 2026: 42 municípios e mais de 480 km de rede
A programação de investimentos para 2026 prevê obras de ampliação da rede de esgoto em cerca de 42 municípios, com expectativa de entrega de mais de 480 quilômetros de novas redes. As frentes já estão em andamento e devem concentrar mais da metade das entregas no primeiro semestre, com continuidade ao longo do segundo semestre.
De acordo com a concessionária, entre os municípios com entregas previstas ainda no primeiro semestre estão Caarapó, Corumbá, Maracaju, Nioaque, Pedro Gomes, Rio Brilhante, Rio Negro, Sidrolândia e Sonora.
Para os demais municípios, a conclusão das obras está prevista para o segundo semestre de 2026, incluindo a implantação e ampliação de redes em Água Clara, Amambai, Anaurilândia, Bodoquena, Camapuã, Chapadão do Sul, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Itaporã, Itaquiraí, Ivinhema, Miranda, Naviraí, Nova Andradina, Selvíria, Sete Quedas, Três Lagoas e Vicentina.
Conforme destaca Buim, a aceleração do cronograma reforça o compromisso da concessionária com a ampliação do saneamento no Estado, com impactos diretos na saúde pública, na qualificação urbana e na proteção dos recursos naturais.
Novas ETEs e ampliação de sistemas
Além da ampliação das redes de esgoto, o pacote de investimentos para 2026 inclui obras de reforço da estrutura operacional.
Estão previstas ligações domiciliares em Aral Moreira, Bodoquena, Camapuã, Chapadão do Sul, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Douradina, Eldorado, Fátima do Sul, Figueirão, Iguatemi, Itaporã, Itaquiraí, Ivinhema, Ladário, Miranda, Naviraí, Nova Andradina, Selvíria e Sete Quedas. Também haverá intervenções em Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) em Amambai, Anaurilândia, Camapuã, Douradina, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Itaquiraí, Miranda, Naviraí, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Sete Quedas e Taquarussu, além da ampliação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em Bataguassu e Três Lagoas. Já os emissários serão executados e/ou adequados em Três Lagoas, Taquarussu, Itaquiraí e Eldorado.
Sobre a Ambiental MS Pantanal
A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros, atuando de norte a sul do país. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa opera os serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio de Parceria Público-Privada (PPP) firmada com o Governo do Estado e a Sanesul.
Na Capital, Campo Grande, a Águas Guariroba atua sob concessão plena, com serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.
Postado por maria.espindola em 06/fev/2026 - Sem Comentários
Data celebrada em 2 de fevereiro evidencia a importância do esgotamento sanitário e de ações socioambientais para proteger a maior área úmida do mundo
O Dia Mundial das Áreas Úmidas, celebrado em 2 de fevereiro, reforça o papel de ecossistemas fundamentais para a regulação hídrica, a biodiversidade e a segurança ambiental. Patrimônio Natural da Humanidade e reconhecido como a maior área úmida do mundo, o Pantanal ocupa, no Brasil, 138.183 km², com cerca de 65% do território localizado em Mato Grosso do Sul. Nesse contexto, iniciativas de saneamento e educação ambiental ganham destaque como estratégias estruturantes para reduzir pressões antrópicas sobre o bioma e preservar a qualidade das águas que o alimentam.
Para o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, a singularidade do Pantanal reforça a centralidade do Estado nas estratégias de conservação. “O Pantanal é um bioma único no mundo, uma das maiores áreas úmidas do planeta e um ecossistema cuja vida depende inteiramente da dinâmica da água”, afirma.
As áreas úmidas são ambientes de transição entre ecossistemas aquáticos e terrestres e desempenham funções essenciais para a segurança e a regulação hídrica. Por isso, a proteção do Pantanal começa também fora de seus limites imediatos, nas bacias e municípios cujos cursos d’água drenam para a região.
Nesse cenário, a coleta e o tratamento de esgoto se consolidam como instrumentos decisivos para proteger rios e córregos, reduzindo riscos de contaminação e contribuindo para a manutenção de serviços ecossistêmicos associados à produção de água e alimentos. “Ao unir saneamento eficiente e recuperação ambiental, a Aegea contribui simultaneamente na melhora da qualidade e quantidade de água, assegurando o futuro desse bioma essencial”, explica Édison Carlos.
Saneamento como eixo de proteção das águas
A Ambiental MS Pantanal trata, anualmente, aproximadamente 33,6 milhões de metros cúbicos de esgoto, volume que evidencia a contribuição da concessionária para reduzir a carga poluidora lançada no meio ambiente.
Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, a atuação no eixo de coleta e tratamento de esgoto é determinante para reduzir impactos sobre o Pantanal. “O tratamento do esgoto constitui a primeira linha de defesa da qualidade dos recursos hídricos que alimentam o bioma e, por isso, o investimento contínuo é imprescindível: não apenas para a melhoria da qualidade de vida da população, mas também para a preservação de um dos biomas mais sensíveis e estratégicos do país: o Pantanal”, afirma.
As operações de coleta e tratamento de esgoto também têm impacto direto na proteção de rios e córregos, especialmente em municípios que drenam para o bioma.
“Quando o esgoto é coletado e tratado corretamente, evitamos que poluentes cheguem aos rios e córregos que drenam para o Pantanal”, destaca Isadora Godoy, analista de operações da Ambiental MS Pantanal.
Segundo ela, baixa cobertura ou precariedade do esgotamento sanitário no entorno aumenta o risco de contaminação, sobretudo em períodos chuvosos, quando o escoamento intensifica o carreamento de contaminantes.
Restauração e resiliência hídrica
O gerente de Meio Ambiente da Ambiental MS Pantanal, Fernando Garayo, ressalta que o Pantanal é especialmente sensível a eventos climáticos extremos e que áreas úmidas têm relevância ecológica global por abrigarem e sustentarem o ciclo de vida de muitas espécies.
Nesse contexto, ele aponta que investimentos em restauração ambiental e proteção do solo e da água contribuem para ampliar a resiliência do bioma, inclusive ao “interferir positivamente no ciclo da água” por meio do tratamento do esgoto doméstico e sua devolução aos rios em condições adequadas.
Garayo acrescenta que a atuação é fortalecida por estudos e iniciativas com a WWF-Brasil e parceiros, envolvendo diagnósticos e levantamentos nas Cabeceiras do Pantanal, região onde nascem cerca de 80% dos rios que alimentam a Bacia do Alto Paraguai (BAP). Segundo o Instituto Aegea, as ações de restauração associadas à parceria contribuem para reduzir erosão, melhorar infiltração e diminuir assoreamento, reforçando a resiliência hídrica regional.
Educação ambiental e mobilização social
Além da infraestrutura, a Ambiental MS Pantanal investe em ações de capacitação e sensibilização da população sobre a importância do saneamento. Um exemplo é a exposição itinerante “Olho D’Água – Artes Líquidas e Águas Visuais”, que promove educação ambiental de forma interativa e didática.
A concessionária também realiza ações com Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) em municípios do interior, com orientações sobre o uso correto da rede de esgoto. A iniciativa fortalece a atuação desses profissionais, que mantêm contato direto com a população e exercem papel estratégico na disseminação de boas práticas, contribuindo para prevenir mau funcionamento da rede e reduzir impactos ao meio ambiente.
Sobre a Ambiental MS Pantanal
A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros, atuando de norte a sul do país. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa opera os serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio de Parceria Público-Privada (PPP) firmada com o Governo do Estado e a Sanesul. Na Capital, Campo Grande, a Águas Guariroba atua sob concessão plena, com serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.
Postado por [email protected] em 02/fev/2026 - Sem Comentários
Com 38,35% de cobertura, o município recebe 55 km de redes, 3,5 mil novas ligações e melhorias operacionais para ampliar o tratamento.
Após um ano de avanços no saneamento básico em Mato Grosso do Sul, a Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Sanesul, inicia em 2026 um novo ciclo de obras para ampliar o esgotamento sanitário em 42 municípios do interior.
A previsão é entregar mais de 480 quilômetros de redes de esgoto, fortalecendo a infraestrutura e ampliando o acesso ao serviço, com impacto direto na qualidade de vida da população e na proteção ambiental.
Entre as prioridades do planejamento para 2026, Rio Verde de Mato Grosso contará com investimentos e melhorias na infraestrutura sanitária ao longo do ano, com cronograma de execução previsto entre janeiro e dezembro.
Segundo o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, a cidade tem atualmente 38,5% de cobertura, mas deve registrar um salto importante com a implantação de 55 quilômetros de novas redes coletoras e 3,5 mil novas ligações.
“Rio Verde de Mato Grosso está entre os municípios que recebem investimentos relevantes neste ciclo. Com essas obras, a ampliação do sistema vai beneficiar diretamente cerca de 10,6 mil pessoas”, destaca o diretor.
Além da expansão da rede, o município também terá reforço na estrutura operacional, com a implantação de seis Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) e melhorias na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) local. A medida vai elevar a eficiência do sistema e garantir mais estabilidade e segurança na operação.
Com as intervenções, a capacidade de tratamento será ampliada em 10 litros por segundo, consolidando Rio Verde como uma etapa estratégica dentro do conjunto de obras previstas para 2026.
Clayton Bezerra ressalta que o avanço do cronograma e a antecipação de entregas reforçam o compromisso da concessionária com a expansão do saneamento no estado.
“Os investimentos são estruturantes e geram impactos diretos na saúde pública, na qualificação urbana e na proteção dos recursos naturais, com destaque para municípios como Rio Verde, que se consolida como um dos eixos estratégicos deste novo ciclo de expansão.”
Entregas ao longo do ano
Com obras já em execução e novas frentes previstas para os próximos meses, Clayton destaca que mais da metade dos municípios contemplados pelas intervenções em esgotamento sanitário deverá receber entregas ainda no primeiro semestre de 2026. Entre as cidades com avanços programados para esse período estão Caarapó, Corumbá, Maracaju, Nioaque, Pedro Gomes, Rio Brilhante, Rio Negro, Sidrolândia e Sonora.
Já os demais municípios, com conclusão prevista para o segundo semestre, terão mais frentes de obra, serviços complementares e maior extensão de rede, exigindo um cronograma mais intensivo para assegurar qualidade e segurança nas entregas.