Povo Terena celebra Dia dos Povos Indígenas com danças tradicionais em Miranda

Postado por administrador em 19/abr/2022 - Sem Comentários

Em comemoração ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado na terça-feira (19), moradores das aldeias da Terra Indígena Cachoeirinha, em Miranda-MS, reuniram-se no centro comunitário local para uma confraternização, que contou com apresentação de danças tradicionais e muita comida.

Além de crianças, jovens e anciãos que habitam as aldeias locais, estiveram presentes representantes da Organização Caianas – criada com a missão de resgatar e manter vivos os costumes e tradições do povo Terena –; o cacique da Aldeia Cachoeirinha, Edivaldo Antonio; o prefeito de Miranda, Fábio Florença; o presidente da Câmara Municipal, André Vedovato; e secretários municipais.

Também participaram da celebração representantes da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e da Ambiental MS Pantanal – empresa criada a partir da Parceria Público-Privada (PPP), entre a Sanesul e o Grupo Aegea -, responsável pela coleta, afastamento e tratamento do esgoto nos 68 municípios do Estado onde a estatal atua.

Na ocasião, a MS Pantanal anunciou a doação de mil mudas de espécies frutíferas, a serem plantadas em outubro, para o reflorestamento de áreas desmatadas da terra indígena e subsistência de famílias locais. O Povo Terena é conhecido por suas atividades agrícolas e por cultivarem seu próprio alimento.

Dia dos Povos Indígenas. A data foi instituída em 1943 no Brasil com o propósito de preservar a memória e levantar a reflexão sobre o passado da relação de dominação das civilizações europeias no continente americano e seus povos nativos.

Embora diversos países do mundo celebrem o Dia dos Povos Indígenas em 9 de agosto, como foi convencionalmente determinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil e em outros países da América Latina, o dia 19 de abril é lembrado como referência ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que aconteceu no México, em 1940.

A reunião foi proposta no México tinha como objetivo discutir várias pautas a respeito da situação dos povos indígenas após séculos de colonização e da construção dos Estados Nacionais nas Américas.

“O Dia do Povo Indígena não é apenas hoje, é todos os dias”, disse Cleide Aparecida dos Santos, que representou a MS Pantanal no evento em Miranda. “A luta pela manutenção dos costumes e pelo empoderamento das comunidades indígenas deve ser sempre lembrada”, completou.

Organização Caianas. Criada em 2005, a Organização Caianas nasceu em Miranda e promove seminários, ações ambientais, projetos educativos, ampliação de áreas agroflorestais e mapeamento de árvores nativas no território indígena.

O nome Caianas é uma referência aos “Kayanás”, segmento da estrutura da organização tradicional Terena, composto por sábios e intelectuais do grupo. Kayá significa cérebro na língua Terena.

O nome da organização também é um acrônimo para Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade.

Para obter mais informações sobre a Organização Caianas, acesse caianas.org.br ou a página no Instagram @organizacaocaianas.

Dia dos Povos Indígenas: Caianas recebem mudas para revitalização de nascentes em Miranda

Postado por administrador em 11/ago/2021 - Sem Comentários

Em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado nesta segunda-feira (9), a Ambiental MS Pantanal – empresa de saneamento criada a partir da Parceria Público-Privada (PPP) entre a Sanesul e o Grupo Aegea – entregou centenas de mudas de espécies típicas do Pantanal e do Cerrado à Organização Caianas, em Miranda-MS, para a revitalização de nascentes da região da Bacia do Paraguai.

O plantio de parte das mudas aconteceu no último sábado (7) na Aldeia Babaçu, terra indígena de Cachoeirinha, onde as atividades agrícolas do povo Terena que ali habita foram duramente afetadas pelas queimadas recordes no Pantanal no ano passado. Os incêndios resultaram em chuvas ácidas e de fuligem, que prejudicaram a colheita de frutas e verduras que seriam destinadas ao sustendo das famílias.

Outra parte das mudas, que inclui espécies frutíferas, será distribuída entre aldeões da Terra Indígena de Cachoeirinha, onde habitam cerca de 6 mil pessoas da etnia terena.

“O plantio dessas espécies é muito importante para nós, porque as queimadas do ano passado afetaram bastante nossa colheita”, conta Seu Sebastião, morador da aldeia Babaçu. “Com as chuvas ácidas, as mexericas e melancias que plantamos para nosso sustento ficaram queimadas, e as verduras também… perdemos muito”, lamenta.

Sebastião explicou ainda que o plantio de mudas também deve beneficiar a fauna local, uma vez que a devastação ocasionada pelas queimadas tirou o sustento de muitos animais do Pantanal que ali habitam.

Foram entregues pela MS Pantanal mudas de cerca de 20 espécies como jacarandá, cagaita, ipê, pitanga, araribá, pacuparí, xaixarú, fruta do conde, entre outras. A ação foi realizada em parceria com a ONG Comitiva Esperança, de Campo Grande.

Proteção das Nascentes. Na cultura Terena, acredita-se que as nascentes dos rios são protegidas por uma figura sagrada chamada Voropí, descrita como uma serpente multicolorida.

Anciões e moradores locais contam que o Voropí já foi avistado algumas vezes pelos Terenas antes das atividades de monocultura afetarem o sistema hídrico da região e espantá-lo dali.

De acordo com o coordenador da Organização Caianas, Leosmar Antonio, morador da aldeia, quando o equilíbrio do sistema hídrico é afetado pela ação predatória dos homens, acredita-se que o Voropí abandona o local em busca de regiões com melhores condições e matas preservadas.

Desde 2005, a Organização Caianas luta pela revitalização das áreas de nascentes, com o objetivo de recuperar áreas verdes depredadas pela ação humana.

Dia Internacional dos Povos Indígenas. Celebrada no dia 9 de agosto, a data foi instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1994, com o intuito de lembrar a humanidade sobre os séculos de exploração sofridos por povos indígenas de todo o planeta.

Um dos principais objetivos da declaração é garantir a autodeterminação dos povos indígenas, sem que sejam forçados a tomar qualquer atitude contra sua vontade, buscando livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.

Pessoas de diferentes nações são incentivadas a participar da comemoração do dia para divulgar a mensagem da ONU sobre os povos indígenas.

Organização Caianas. Criada em 2005, a Organização Caianas nasceu em Miranda com a missão de resgatar e manter vivos os costumes e tradições do povo Terena, através de seminários, ações ambientais, projetos educativos, ampliação de áreas agroflorestais e mapeamento de árvores nativas no território indígena.

Durante a pandemia de Covid-19, a Organização Caianas também vem buscando fortalecer seus processos de produção de alimentos saudáveis e locais, para a garantia da soberania alimentar das famílias.

O nome Caianas é uma referência aos “Kayanás”, segmento da estrutura da organização tradicional Terena, composto por sábios e intelectuais do grupo. Kayá significa cérebro na língua Terena.

O nome da organização também é um acrônimo para Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade.