Organização Caianas distribui mudas frutíferas em projeto de segurança alimentar indígena

Postado por administrador em 22/out/2022 - Sem Comentários

No último sábado (22) a Organização Caianas – criada com a missão de resgatar e manter vivos os costumes e tradições do povo Terena – distribuiu mil mudas de espécies frutíferas a famílias do território de Cachoeirinha, no Pantanal sul-mato-grossense.

A ação faz parte de um projeto de segurança alimentar junto às comunidades de Miranda (MS), município localizado a 200 quilômetros de Campo Grande. Participaram do encontro representes de cerca de 80 famílias indígenas, da aldeia Cachoeirinha.

Reunidos, os moradores participaram de um bate-papo sobre a importância de preservar o hábito da alimentação natural e aprenderam técnicas de plantio para que as mudas cresçam saudáveis.

De acordo com a nutricionista Cynthia Naito, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do polo de Miranda, obesidade, diabetes e hipertensão são as doenças de maior incidência nas comunidades indígenas locais.

Ela explica que, por conta da proximidade com a área urbana, indígenas têm adotado, cada vez mais, hábitos alimentares pouco saudáveis, recorrendo a alimentos baratos e de baixo valor nutricional. “É muito comum ver crianças indígenas se alimentando, basicamente, de salgadinhos, macarrão instantâneo e refrigerantes, que são mais acessíveis e carregados de sódio e açúcar, resultando no aumento da incidência de doenças relacionas à obesidade”, disse.

Cacique da aldeia Cachoeirinha, Edivaldo Antônio, lembrou das palavras do avô sobre a importância do plantio para a segurança alimentar da aldeia. “Meu avô dizia que era importante plantarmos nosso próprio alimento para que não falte para os nossos filhos e netos”.

As mudas foram doadas pela empresa de saneamento Ambiental MS Pantanal, controlada pelo Grupo Aegea. O projeto contou ainda com o apoio da Sesai e do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo), ligado ao Ibama.

Organização Caianas. Criada em 2005, a organização promove seminários, ações ambientais, projetos educativos e a ampliação de áreas agroflorestais, bem como o mapeamento de árvores nativas do território indígena.

O nome Caianas é uma referência aos “Kayanás”, segmento da estrutura da organização tradicional Terena, composto pelos sábios e intelectuais do grupo. Kayá significa “cérebro”, no idioma Terena.

O nome da organização também é um acrônimo para Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade.

Povo Terena celebra Dia dos Povos Indígenas com danças tradicionais em Miranda

Postado por administrador em 19/abr/2022 - Sem Comentários

Em comemoração ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado na terça-feira (19), moradores das aldeias da Terra Indígena Cachoeirinha, em Miranda-MS, reuniram-se no centro comunitário local para uma confraternização, que contou com apresentação de danças tradicionais e muita comida.

Além de crianças, jovens e anciãos que habitam as aldeias locais, estiveram presentes representantes da Organização Caianas – criada com a missão de resgatar e manter vivos os costumes e tradições do povo Terena –; o cacique da Aldeia Cachoeirinha, Edivaldo Antonio; o prefeito de Miranda, Fábio Florença; o presidente da Câmara Municipal, André Vedovato; e secretários municipais.

Também participaram da celebração representantes da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e da Ambiental MS Pantanal – empresa criada a partir da Parceria Público-Privada (PPP), entre a Sanesul e o Grupo Aegea -, responsável pela coleta, afastamento e tratamento do esgoto nos 68 municípios do Estado onde a estatal atua.

Na ocasião, a MS Pantanal anunciou a doação de mil mudas de espécies frutíferas, a serem plantadas em outubro, para o reflorestamento de áreas desmatadas da terra indígena e subsistência de famílias locais. O Povo Terena é conhecido por suas atividades agrícolas e por cultivarem seu próprio alimento.

Dia dos Povos Indígenas. A data foi instituída em 1943 no Brasil com o propósito de preservar a memória e levantar a reflexão sobre o passado da relação de dominação das civilizações europeias no continente americano e seus povos nativos.

Embora diversos países do mundo celebrem o Dia dos Povos Indígenas em 9 de agosto, como foi convencionalmente determinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil e em outros países da América Latina, o dia 19 de abril é lembrado como referência ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que aconteceu no México, em 1940.

A reunião foi proposta no México tinha como objetivo discutir várias pautas a respeito da situação dos povos indígenas após séculos de colonização e da construção dos Estados Nacionais nas Américas.

“O Dia do Povo Indígena não é apenas hoje, é todos os dias”, disse Cleide Aparecida dos Santos, que representou a MS Pantanal no evento em Miranda. “A luta pela manutenção dos costumes e pelo empoderamento das comunidades indígenas deve ser sempre lembrada”, completou.

Organização Caianas. Criada em 2005, a Organização Caianas nasceu em Miranda e promove seminários, ações ambientais, projetos educativos, ampliação de áreas agroflorestais e mapeamento de árvores nativas no território indígena.

O nome Caianas é uma referência aos “Kayanás”, segmento da estrutura da organização tradicional Terena, composto por sábios e intelectuais do grupo. Kayá significa cérebro na língua Terena.

O nome da organização também é um acrônimo para Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade.

Para obter mais informações sobre a Organização Caianas, acesse caianas.org.br ou a página no Instagram @organizacaocaianas.

Dia dos Povos Indígenas: Caianas recebem mudas para revitalização de nascentes em Miranda

Postado por administrador em 11/ago/2021 - Sem Comentários

Em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado nesta segunda-feira (9), a Ambiental MS Pantanal – empresa de saneamento criada a partir da Parceria Público-Privada (PPP) entre a Sanesul e o Grupo Aegea – entregou centenas de mudas de espécies típicas do Pantanal e do Cerrado à Organização Caianas, em Miranda-MS, para a revitalização de nascentes da região da Bacia do Paraguai.

O plantio de parte das mudas aconteceu no último sábado (7) na Aldeia Babaçu, terra indígena de Cachoeirinha, onde as atividades agrícolas do povo Terena que ali habita foram duramente afetadas pelas queimadas recordes no Pantanal no ano passado. Os incêndios resultaram em chuvas ácidas e de fuligem, que prejudicaram a colheita de frutas e verduras que seriam destinadas ao sustendo das famílias.

Outra parte das mudas, que inclui espécies frutíferas, será distribuída entre aldeões da Terra Indígena de Cachoeirinha, onde habitam cerca de 6 mil pessoas da etnia terena.

“O plantio dessas espécies é muito importante para nós, porque as queimadas do ano passado afetaram bastante nossa colheita”, conta Seu Sebastião, morador da aldeia Babaçu. “Com as chuvas ácidas, as mexericas e melancias que plantamos para nosso sustento ficaram queimadas, e as verduras também… perdemos muito”, lamenta.

Sebastião explicou ainda que o plantio de mudas também deve beneficiar a fauna local, uma vez que a devastação ocasionada pelas queimadas tirou o sustento de muitos animais do Pantanal que ali habitam.

Foram entregues pela MS Pantanal mudas de cerca de 20 espécies como jacarandá, cagaita, ipê, pitanga, araribá, pacuparí, xaixarú, fruta do conde, entre outras. A ação foi realizada em parceria com a ONG Comitiva Esperança, de Campo Grande.

Proteção das Nascentes. Na cultura Terena, acredita-se que as nascentes dos rios são protegidas por uma figura sagrada chamada Voropí, descrita como uma serpente multicolorida.

Anciões e moradores locais contam que o Voropí já foi avistado algumas vezes pelos Terenas antes das atividades de monocultura afetarem o sistema hídrico da região e espantá-lo dali.

De acordo com o coordenador da Organização Caianas, Leosmar Antonio, morador da aldeia, quando o equilíbrio do sistema hídrico é afetado pela ação predatória dos homens, acredita-se que o Voropí abandona o local em busca de regiões com melhores condições e matas preservadas.

Desde 2005, a Organização Caianas luta pela revitalização das áreas de nascentes, com o objetivo de recuperar áreas verdes depredadas pela ação humana.

Dia Internacional dos Povos Indígenas. Celebrada no dia 9 de agosto, a data foi instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1994, com o intuito de lembrar a humanidade sobre os séculos de exploração sofridos por povos indígenas de todo o planeta.

Um dos principais objetivos da declaração é garantir a autodeterminação dos povos indígenas, sem que sejam forçados a tomar qualquer atitude contra sua vontade, buscando livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.

Pessoas de diferentes nações são incentivadas a participar da comemoração do dia para divulgar a mensagem da ONU sobre os povos indígenas.

Organização Caianas. Criada em 2005, a Organização Caianas nasceu em Miranda com a missão de resgatar e manter vivos os costumes e tradições do povo Terena, através de seminários, ações ambientais, projetos educativos, ampliação de áreas agroflorestais e mapeamento de árvores nativas no território indígena.

Durante a pandemia de Covid-19, a Organização Caianas também vem buscando fortalecer seus processos de produção de alimentos saudáveis e locais, para a garantia da soberania alimentar das famílias.

O nome Caianas é uma referência aos “Kayanás”, segmento da estrutura da organização tradicional Terena, composto por sábios e intelectuais do grupo. Kayá significa cérebro na língua Terena.

O nome da organização também é um acrônimo para Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade.

MS Pantanal investe em novos veículos e equipamentos

Postado por administrador em 09/jul/2021 - Sem Comentários

A Ambiental MS Pantanal (AMSP) – empresa criada a partir da Parceria Público-Privada (PPP) entre a Sanesul e o Grupo Aegea com a missão de impulsionar os investimentos no saneamento básico – recebeu mais um mini hidro jato e um caminhão customizado que serão entregues ao município de Jardim. Na próxima semana, equipes da empresa serão treinadas e os novos veículos serão conduzidos aos municípios de destino.

A empresa, que deu início à operação plena em maio e já está presente nos 68 municípios onde a Sanesul já atua, vem investindo na modernização do sistema de saneamento e suas equipes e veículos já podem ser vistos em todas as regiões do MS.

A empresa já distribuiu sete mini hidro jatos – usados na desobstrução das redes de esgoto – e sete caminhões customizados, chamados de “retro saneamento”, em cidades como Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina, Naviraí, Aquidauana, Sidrolândia e Chapadão do Sul.

Vista como nova solução para o setor, a retro saneamento vai trazer mais agilidade a serviços como manutenção, troca de tubulação, ligação da rede de esgoto. Isso será possível porque que esse tipo de caminhão reúne – em um só veículo – equipamentos como caçamba, retroescavadeira, baús para acondicionamento de ferramentas, guindaste e engate rápido para instrumentos hidráulicos.

Dessa forma, o deslocamento de vários veículos para a realização de um só serviço não se faz mais necessário, resultando na redução da emissão de poluentes e de possíveis transtornos no tráfego das cidades.

O ambicioso projeto de universalização do saneamento básico no MS deve garantir acesso a mais 1,7 milhão de sul-mato-grossenses ao saneamento básico até o final de 2031. Caso essa meta seja atingida, o estado se tornará o primeiro a universalizar tais serviços, o que posiciona a PPP como um modelo para todo o país. Para isso, a MS Pantanal estima um investimento de cerca de R$ 1 bilhão em obras.

Sanesul anuncia investimentos. A distribuição dos novos veículos e equipamentos da MS Pantanal acontece ao passo em que a Sanesul anuncia, paralelamente, novos investimentos para o saneamento em Miranda e Caarapó.

O projeto da estatal prevê a construção de mais 24,8 km de rede coletora de esgoto e uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Caarapó. Os R$ 4,328 milhões em recursos da própria empresa foram garantidos por meio do programa Avançar Cidades, junto à Caixa Econômica Federal. Esses recursos serão utilizados na execução de 21 km de rede coletora e 700 novas ligações de imóveis, em diferentes bairros.

Para Miranda, a Sanesul anunciou, também nesta semana, recursos que somam R$ 12,9 milhões, num projeto que prevê a construção de mais 24,8 km de rede coletora de esgoto, sete estações elevatórias e uma nova ETE mais moderna e com maior capacidade de tratamento.